Pesquisas em edtech: será que elas validam a ferramenta?

“Pesquisas mostram que estudar no verão é fundamental. Faça nossos cursos e melhore suas habilidades na matemática.”

Pesquisas mostram que nossos cursos melhoram na matemática? Ops. Para caber em um tweet, a mensagem curta acaba deixando um espaço para uma compreensão errada sobre o que as pesquisas mostram. Estudar no verão pode ser fundamental (para que?) mas se os cursos da empresa acima vão mesmo melhorar suas habilidades na matemática, este é um outro assunto.

“Quem usa nosso produto no colégio dobra o aprendizado de matemática em 1 ano.”.

Mas e quem não usa o produto no colégio? Será que ele também dobra o aprendizado em matemática em 1 ano… acredite, no caso a pesquisa mostrava que sim, que a tecnologia e a aula eram equivalentes. Mas a frase acima é muito melhor para tentar vender um produto de tecnologia em educação.

O pessoal do Edsurge dá três exemplos de textos que podem ser enganosos em relação aos resultados.

Educadores devem tomar cuidado com o que lêem sobre tecnologia em educação ai por fora, ou até mesmo com os gráficos que encontra para te motivar a comprar alguma tecnologia nova de educação. Além disso eles vão além citando o que as pesquisas realmente falam contra como as empresas que tentam vender soluções tecnológicas abordam tais resultados.

Empresas devem tomar cuidado com os textos que escrevem em cima de suas pesquisas, para sem querer não acabem enganando o seu público alvo, os educadores e alunos.